Placozoa

Bryozoa
Echiura
Entoprocta
Mesozoa
Loricifera
Sipuncula
Phoronida
Pogonophora
Kinorhyncha
Gnastostomulida
Nemertina
Rotifera
Brachiopoda
Chaetognata
Acantocephala
Tardigrada
Hemichordata
Ctenophora

Os Mesozoa foram observados pela primeira vez por Filippo Calvolini, no final do século XVIII, a partir de vermes diminutos retirados do interior de cefalópodes. Em 1839 foram descritos por A. Krohn, na Alemanha, que lhes confere o nome de diciemídeos. Em 1876, Éduard van Beneden examinou os diciemídios em mais detalhes, concluindo que eles ocupavam a lacuna evolutiva existente entre os Protozoa e os Metazoa, criando o termo Mesozoa para descrevê-los (Lapan & Morowitz, 1972). O nome do grupo é derivado de duas palavras gregas: mesos, que significa intermediário, e zoon que significa animal, e se refere justamente à posição intermediária do grupo entre os verdadeiros animais multicelulares, portadores de tecidos e órgãos, e os animais formados por uma única célula (Meglitsch & Schram, 1991).

Os Mesozoa são endoparasitas de invertebrados marinhos em algum estágio do ciclo de vida. São animais ciliados, diminutos, medindo entre 0,1 e 8mm de comprimento. Apresentam corpo transparente, cilíndrico ou vermiforme, com simetria bilateral, e se caracterizam pela ausência de órgãos. São constituídos por um pequeno número de células, entre 20 e 30. O número e o arranjo das células somáticas numa determinada espécie é constante, ou então varia muito pouco. Excetuando-se os Placozoa, os Mesozoa são os animais menos complexos que se conhece, sendo que alguns pesquisadores acreditam que eles tenham evoluído por degeneração, a partir dos platelmintos. O nome do filo indica uma posição intermediária do grupo entre os protistas, animais unicelulares, e os demais metazoários, que apresentam tecidos e órgãos. As duas classes do filo parecem não estar diretamente relacionadas, podendo, na verdade, constituir dois filos independentes. Em comum, elas apresentam alternância de gerações sexuadas e assexuadas, e o fato de todas as espécies viverem no interior de animais marinhos, como polvos, lulas, bivalves, platelmintos, nemertíneos, poliquetos, e ofiuróides. O alimento é absorvido pelas células somáticas, por fagocitose ou pinocitose, e é constituído por material dissolvido ou particulado encontrado na urina do hospedeiro. Discute-se, portanto, se a associação entre os Mesozoa e seus hospedeiros é de caráter parasitário ou comensal. Por infestarem os invertebrados que habitam as regiões rasas dos oceanos, os Mesozoa são considerados animais comuns. No entanto, não se tem notícia de estudos realizados sobre este filo no Brasil, excetuando-se o trabalho de E.G. Mendes, que, em 1940, afirmava sua ocorrência no litoral paulista.


A classificação mais aceita atualmente divide os Mesozoa em duas classes: Orthonectida e Rhombozoa, que inclui as ordens Dicyemida e Heterocyemida (Barnes, 1984; Meglitsch & Schram, 1991). Duas características justificam a união destas classes num mesmo filo: a alternância de gerações sexuadas e assexuadas e o fato de viverem no interior de invertebrados marinhos (Margulis & Schwartz, 1988).

Excetuando-se os Placozoa, os Mesozoa são os animais menos complexos que se conhece, sendo que alguns pesquisadores acreditam que eles tenham evoluído por degeneração, a partir dos platelmintos.

Caracterizam-se pela ausência de órgãos, de uma cavidade interna do corpo, e de cavidade digestiva. São constituídos por um pequeno número de células, entre 20 e 30, dispostas numa camada externa única, formada por células epiteliais ciliadas que circundam as células reprodutivas (McConnaughey, 1968; Lapan & Morowitz, 1972).

O número e o arranjo das células somáticas numa determinada espécie é constante, ou então varia muito pouco (McConnaughey, 1968; Furuya et al., 1992). São animais ciliados diminutos, medindo entre 0,1 e 8mm de comprimento. Apresentam corpo transparente, cilíndrico ou vermiforme, com simetria bilateral.

Seu papel ecológico está restrito ao fato de parasitarem outros invertebrados marinhos, em pelo menos uma parte do seu complexo ciclo de vida, que envolve alternância de gerações (McConnaughey, 1968; Meglitsch & Schram, 1991; Barnes et al., 1995).

Os Rhombozoa são parasitas do rim de polvos e lulas, alojando-se na interface entre a urina e o muco que reveste o epitélio do rim, um ambiente praticamente anaeróbico (McConnaughey, 1968; Hochberg, 1982; Margulis & Schwartz, 1988; Penchaszadeh et al., 1996).

O alimento é absorvido pelas células somáticas por fagocitose ou pinocitose, e é constituído por material dissolvido ou particulado encontrado na urina do hospedeiro. Essa parece ser a única fonte de alimento para a maioria das espécies, que não utilizariam diretamente os tecidos ou os fluídos do corpo do hospedeiro. Dessa forma, ao invés de parasitas, algumas espécies de Dicyemida seriam apenas comensais (McConnaughey, 1968).

Nos Mesozoa, a digestão, a excreção e a elaboração e acúmulo de reservas metabólicas ocorrem diretamente no nível celular, à semelhança do que se observa entre os Protozoa (McConnaughey, 1968).

Na fase assexuada do ciclo de vida, os Orthonectida parasitam os tecidos, ou espaços interteciduais, de uma série de diferentes hospedeiros, entre eles, platelmintos, nemertíneos, ofiuróides, bivalves e poliquetos (McConnaughey, 1968; Barel & Kramers, 1977; Tajika, 1979; Jangoux, 1984). A geração constituída por indivíduos sexuados é de vida livre. Nesta curta fase, os animais não se alimentam e podem tolerar ambientes anaeróbicos (McConnaughey, 1968).

Por parasitarem animais utilizados na alimentação humana, podem ter relevância econômica. Falta determiná-la.

 

Posição Sistemática

 

Reino: Animalia

Sub reino: Metazoa

Filo Mesozoa

Número de espécies

No mundo: 85
No Brasil: nenhuma registrada

grego: mesos = intermediário;zoon = animal
nome vernáculo: mesozoário