Eletroforese em Gel de Agarose

Eletroforese em gel é a migração de partículas em um determinado gel de acordo com sua massa e sua carga. Existem basicamente dois tipos de material usado para fazer gel: agarose e poliacrilamida. Agarose é mais utilizado para a separação de ácidos nucleicos, por ser mais fácil de ser processado, embora géis de poliacrilamida possuam resolução superior aos géis formados por agarose.

Agarose é um colóide natural extraído de algas marinhas. É um material extremamente frágil, e forma um gel com largos poros, que permite a separação de macromoléculas (ácidos nucleicos, proteínas etc.). Quanto maior sua concentração (gramas de agarose por mL de solução tampão), menor o tamanho de seus poros. Assim, a porosidade pode ser regulada de acordo com o tamanho das moléculas que se quer separar.

Durante a eletroforese, as partículas são obrigadas a se mover entre os poros do gel de acordo com a corrente elétrica aplicada nele. Dependendo da natureza elétrica das partículas que estão sendo separadas, estas irão migrar para o cátodo (+) ou para o ânodo (-). Moléculas de menor massa irão migrar mais rapidamente que moléculas de maior massa. Isso permite a separação de moléculas de DNA que diferem em apenas uma base, e identificá-la, por meio de uma calibragem de sua massa.

Essa técnica é muito usada para separar fragmentos resultantes da clivagem do DNA por enzimas de restrição ou de amplificações por PCR.çõe

         Essa técnica pode ser utilizada para se fazer mapas de restrição, que é um diagrama de uma molécula de DNA mostrando as posições relativas dos sítios de clivagem das várias enzimas. O mapa pode ser feito clivando o DNA com duas ou mais enzimas de restrição, individualmente e em mistura. Depois, comparam-se suas migrações eletroforéticas, possibilitando assim a construção de mapas de restrição.

         Como exemplo mostramos abaixo o mapa de restrição do plasmídio pBR322, um dos mais utilizados em Engenharia Genética.

Uma outra aplicação bastante conhecida é na identificação de pessoas: em testes de paternidade, identificação de criminosos etc. O DNA das pessoas, depois de tratado (por clivagem ou PCR), pode ser separado pela eletroforese, e comparado com outros DNAs, como o do suposto filho ou pai, DNA recolhido na cena de um crime etc. Como a informação genética contida em cada DNA é única para qualquer indivíduo, se as amostras de DNA apresentarem idêntico padrão eletroforético significa que são da mesma pessoa.